A Mordomia da Influência
Rm 14.7; I Co 10.22-23
INTRODUÇÃO
Paulo fala sobre a potencialidade da influência. Diz ele que ninguém pode eximir-se de exercê-la ou sofrê-la, Rm 14.7. Jesus falou da influência cristã como poder incoercível para o bem das almas e a glória de Deus: "Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte... Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens", Mt 5.14-16.
ÁREAS DE INFLUÊNCIA
Todos nos exercemos influência, uns mais, outros menos, de acordo com o círculo de nossas relações.
1. A Influência no lar
Diariamente estamos exercendo influência sobre aqueles com quem vivemos. É no lar que vivemos nossa vida mais real, sem a preocupação de escondermos a nossa personalidade, sem podermos ocultar aquilo que realmente somos e pensamos. Por isso mesmo verifica-se, muita vez, que a vida do indivíduo no lar está em conflito com a vida fora dele. Vendo-o no lar e depois fora, nem parece tratar-se da mesma pessoa.
A vida do crente deve ser tal que não haja discrepância entre sua vida em família e a vida na sociedade. Ele não pode ser irritadiço, maledicente e profano no lar, para depois se apresentar na igreja com aparências de piedade. Religião para o mordomo fiel não é capote para vestir quando vai à igreja e para dependurar no cabide ao voltar para casa. O mordomo reconhece que a esfera do lar é tão sagrada quanto a da igreja.
2. A influência na escola
É outro lugar em que a nossa influência se faz exercer poderosamente. Temos já um grande número de crentes nas escolas secundárias e um número considerável deles nas escolas superiores. Que oportunidade magnífica tem cada crente para exercer sua influência evangélica sobre os companheiros de estudos!
3. A influência nos negócios
A influência do crente nos seus negócios, no cumprimento de suas obrigações diárias, é, talvez, a mais poderosa, e aquela em que ele tem melhor oportunidade de exercer sua mordomia. O cristão verdadeiro não tem a religião e os negócios em compartimentos separados. Tanto na oficina de trabalho, como na igreja, tem como Senhor supremo aquele que não faz distinções artificiais dessa natureza. O que precisamos é a transformação da mentalidade do nosso povo, pelo nosso exemplo. Deve-se poder respirar tal atmosfera em nossas transações comerciais, que a qualquer momento possamos intercalar nelas uma oração. Todo indivíduo realmente cônscio de sua mordomia, não poderá deixar de convidar o Sócio divino para orientar seus negócios e deles participar.
4. A influência na igreja
Nossas atitudes no culto, nosso espírito de cooperação não poderá deixar de influenciar outros a colaborar também no trabalho. A liberalidade com que contribuimos levará alguém a imitar-nos. Se servirmos no espírito de quem quer ser útil, e não no de vanglória, seremos uma inspiração para os nossos irmãos. Se mostrarmos uma atitude humilde, um coração pronto a compreender as faltas alheias e a perdoar, se amarmos os fracos e procurarmos em tudo o bem das almas que se perdem e a honra da igreja que Cristo quer ver imaculada e preciosa, se tudo isso fizermos, estaremos administrando nossos dons "como bons dispenseiros da multiforme graça de Deus", I Pd. 4. 10.
5. A influência na sociedade
Como crentes, não devemos ser isolacionistas, que se segregam do mundo. Cristo mesmo pediu isso ao Pai. "Não peço que os tires do mundo'', orou ele, ''mas que os livres do mal'', João 17.15. Devemos procurar, como nosso Mestre, todo o contacto com a sociedade, que nos permita influenciá-la com o evangelho, sem permitir que a sociedade nos influencie no que tem de mau e corrupto.
Conclusão
Sejamos mordomos tais de nossa influência, que ao descansarmos de nossos trabalhos, as nossas obras nos sigam, Ap 14. 13. Que, como no caso de Dorcas, At. 9.36-39, haja aqueles que possam testificar do valor de nossa influência cristã sobre suas vidas.
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